Segundo a pesquisa,
compostos conhecidos como flavonóides, presentes no cacau, principal
ingrediente do chocolate, seriam os
responsáveis pela ação benéfica do
alimento.
Isso porque os
flavonóides impulsionam o aumento da
produção de óxido nítrico - uma
substância química produzida pelo corpo
que atua no relaxamento e dilatação das
artérias.
O
consumo de chocolate enriquecido com os
compostos ajudaria na redução da pressão
sangüínea e da resistência à insulina –
fatores que contribuem para diminuir o
risco de doenças cardíacas.
"Nossa descoberta
sugere que uma dieta com alimentos à
base de cacau ricos em flavonóides e
pouco calóricos podem ter um impacto
positivo nos fatores de risco das
doenças cardíacas", diz o estudo.
Impacto
A pesquisa das
universidades de L'Aquila, na Itália, e
Tufts, em Boston, foi feita com base nas
informações de 11 homens e oito mulheres
que apresentavam problemas de pressão
alta e resistência à insulina.
As pessoas foram
divididas em dois grupos: o primeiro
teve direito a comer 100 g diárias de
chocolate meio-amargo diariamente
durante duas semanas; o segundo, a mesma
quantidade de chocolate branco.
Depois de 15 dias,
os pesquisadores observaram que a
pressão sangüínea dos primeiros caiu de
maneira significativa, enquanto entre os
segundos nenhuma mudança foi verificada.
Pesquisas
anteriores já haviam indicado os
benefícios do cacau enriquecido com
flavonóides na redução do risco de
problemas cardíacos.
No entanto, os
pesquisadores ressaltam que a pesquisa
atual demonstra os efeitos a curto prazo
do consumo dessas substâncias na
prevenção de doenças cardíacas.
Mas June Davison,
especialista da British Heart Foundation
(BHF), que trabalha para combater
doenças cardíacas, afirmou que é preciso
ter cautela com a dieta.
"É importante
lembrar que o chocolate é normalmente
parte do problema de saúde cardíaca, não
a solução", disse.
"Todo mundo pode
aproveitar um chocolate de vez em
quando. No entanto, comer cinco porções
de frutas e vegetais é a melhor maneira
de consumir antioxidantes sem ter que se
preocupar com a gordura e o açúcar do
chocolate", concluiu.
Não deixe de consultar o seu médico para
qualquer decisão com relação à saúde.